“Depois de Hanna ter deixado a cidade, levou algum tempo até que eu parasse de procurá-la com o olhar em toda parte, até que eu me acostumasse com o fato de as tardes terem perdido a forma dela, e até que eu visse e abrisse livros sem me perguntar se eles serviam para leitura em voz alta. Demorou um tempo até que me corpo não ansiasse mais pelo dela; às vezes, eu mesmo notava como meus braços e pernas se moviam, procurando-a durante o sono, chamando por “Hanna”. Lembro-me também de aulas na escola em que eu só ficava pensando nela, sonhando com ela. Eu evitava sua casa, pegava outros caminhos…”

— O Leitor

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Deixo tudo assim, não me importo em ver a idade em mim. Ouço o que convém, eu gosto é do gasto. Sei do incômodo e ela tem razão quando vem dizer que eu preciso sim de todo cuidado. E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que fiz, quem então agora eu seria? Ah, tanto faz. E o que não foi, não é. Eu sei que ainda vou voltar, mas eu, quem será? Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim. Eu digo o que condiz, eu gosto é do estrago. Sei do escândalo e eles tem razão quando vem dizer que eu não sei medir nem tempo, e nem medo. E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? Ah, ora, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão. Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição. Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração, quando fala comigo, quando eu sei ouvir. 

O Velho e o Moço.

(Source: desejosescusos)

Permalink · Reblogged desejosescusos · 05.24.12 08:26pm · 3

(Source: shortpeoplefly)

Permalink · Reblogged o-r-f-e-u · 05.24.12 11:35am · 1397

Está fazendo frio hoje, meu amor. As roupas estão espalhadas pelo quarto, os calçados quase sem par, os cobertores caindo da cama, a mochila acabou de me assustar caindo da cadeira e eu nem abri a porta ainda. A cidade deve estar seguindo seu curso como sempre, mas eu não tenho muito o que fazer além de ficar aqui digitando mil páginas para sabe-se lá qual fim. Os pontos estão saindo involuntariamente, os planos na minha cabeça estão morrendo e não há um vento sequer que mude a nossa direção.

Tudo está desarrumado, inclusive eu, que nasci assim.

Tudo está longe do nosso alcance.

Mas pense comigo, meu amor: ainda há sonhos num coração burro como o meu. E ainda há vida nessa cidade fria, mais precisamente nesse quarto bagunçado.

Você ainda não respondeu se aceita a minha bagunça… Todas elas.

— Camila Costa. (via camilacosta)

Permalink · Reblogged camilacosta · 05.24.12 10:52am · 173

(Source: rottenporcelain)

Permalink · Reblogged o-r-f-e-u · 05.22.12 04:20pm · 4188

“Tenho medo de tudo. Quero dizer, das pessoas, dos prédios, das coisas, de tudo. Sobretudo de gente.”

Charles Bukowski (via casinoboulevard)

(Source: congestus)

Permalink · Reblogged casinoboulevard · 05.22.12 04:06pm · 956

“Meu bem, eu não tenho tantas asas assim. Aprendi a voar ontem mesmo e já estive sofrendo algumas quedas, coisas de novato. Se nos quiser, terás que voar também até o meu encontro. O céu agradecerá a sua passagem.”

— Camila Costa. (via camilacosta)

Permalink · Reblogged camilacosta · 05.22.12 03:51pm · 270

Permalink · Reblogged s0f0s · 05.21.12 08:31pm · 1397

“Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é”

Caio Fernando Abreu (via sabedorias)

(Source: bittersouvenirs)

Permalink · Reblogged suicid7r-te · 05.21.12 08:31pm · 10907

(Source: c0uples)

Permalink · Reblogged o-r-f-e-u · 05.21.12 07:58pm · 917